Que fazer se eu não consigo mais ficar
contente parado?! Não digo parado no lugar, estático, e sim parado na vida.
As coisas nunca mais foram as mesmas
desde que eu levei o maior pé na bunda da minha vida, justamente porque um “pé
na bunda” empurra agente lá pra frente. Quem deu o pé na bunda sempre acha
que se deu melhor, mas não essa pessoa vira passado e se você olhar pra trás,
vai ver que nem se lembra mais quem aquela pessoa era, já foi, se
perdeu!
Mas ai acontece que no meu caso eu
tomei gosto pela coisa e pra mim agora não existem
limites.
Nada na vida é certo meu bem, então
pra que pensar tanto no amanhã, você só pode ter certeza de que amanhã você vai
colher o que você plantou hoje, e se você for audacioso o bastante vai poder
arriscar o agora em nome de ter a certeza que deu o melhor de si
amanhã.
Terreno firme não é o que eu quero pra
mim agora, tenho 23 e seria desperdício demais, enquanto eu puder arriscar eu
vou, espero apenas que quem ficou pelo caminho não guarde mágoa, não foi bom pra
mim também.
E quando é que é bom abrir mão de
alguma coisa?! Mas são os riscos da vida. São os riscos de se
viver.
Subjetivo demais?! Só entende quem
sente exatamente o que eu estou sentindo.
Escrito por ------------------------------ às 13h24
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Inicio de
Ano
O ano começou mesmo faz uma semana,
antes disso é só festa. Ano novo e carnaval se emendam em um só. Mas não pra
mim...!
Continuo aqui trabalhando, estudando
sonhando e não realizando como tenho feitos em todos os 23 anos da minha vida.
Não que minha vida seja ruim, consegui tempo para viajar e aproveitar um
pouquinho o tempo livre. Beijei e abracei o suficiente p/ o ano todo e nem
precisei procurar tanto, ela ta bem sempre do meu lado quando olho então... pra
que mais alguém?! Ela já completa o que me falta.
Estou conseguindo pagar o carro que
comprei, carro é uma coisa complicada, gasta muito e sempre tem que estar
vigiando, quando não é ladrão é a sujeira ou a ferrugem que vem pra levar aquele
seu esforço. A Ufpb daqui a pouco vai acabar, nem parece que faz três anos. No
entanto tem horas que da vontade de não esperar.
Eu tenho bandas pra tocar, tenho
livros pra ler e CDs pra escutar. Na minha cabeça um conto ou outro que não quer
sair, pensamentos soltos, no presente passado e futuro, e acho que, exatamente
por pensar assim, me sinto sempre correndo atrás de alguma coisa, alguma coisa
que complete ainda mais a minha vidinha inútil de mortal pecador na
terra.
As coisas nunca vão estar boas o
suficiente, isto é certo porque a insatisfação humana é o que faz a vida andar e
as coisas acontecerem, mas elas bem que poderiam ser mais fácil. Se o mundo tem
que ser injusto, que seja injusto ao meu favor pelo menos uma
vez.
Ou talvez isso seja resmungo de um
cara que não consegue reconhecer que já chegou onde queria chegar a uns anos
atrás e agora é só continuar andando que vai chegar no lugar em que deseja
hoje.
Feliz 2007 para você que assim como eu
está ralando desde sempre e não pretende para de querer chegar cada vez mais
distante.
Trabalhar, estudar, calcular para
pagar e dividir de maneira que consiga multiplicar, sorrir, chorar, beijar, se
abraçar, ter paciência e deixar o tempo passar.
Video do dia:
Bloc Party - I Still
Remember
(to quase decorando de tanto
escutar)
Escrito por ------------------------------ às 01h28
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Carpe Diem
Há alguns dias sem escrever aqui, hoje eu retomo meu lugar na sexta-feira, apesar de que hoje é sábado, mas eu andava meio sem inspiração e já que deu vontade de escrever, não vou deixar a oportunidade passar. Na verdade, nem sei bem sobre o que falar, mas diante do cenário em que me encontro, alguma coisa tem que sair.
Hoje acordei a hora que quis. Passei a manhã na praia, banhos de mar, conversas, água de côco... Sem pressa, porque hoje não tem trabalho. Voltei pra casa, almocei, e agora estou aqui, ainda de biquíni e canga, cabelo duro de água do mar, numa rede laranja na varanda do apartamento olhando o mar, tão azul e tão lindo. Alguma coisa tinha que sair.
Fiquei pensando em como a gente reclama de tudo, de tantas coisas, às vezes sem nem saber direito o porquê, mas pelo simples hábito de reclamar. De ter que acordar cedo, do salário, de engordar, das contas pra pagar, do sol, da chuva, do ônibus que demora, da aula chata... Vixe, eu me vi nessa descrição de reclamações!
Eu reclamo também, não vou mentir! Mas eu tenho consciência de que esses momentos são só momentos. Depois de falar besteira, eu peço perdão a Deus e agradeço pelo que tenho.
Acordo cedo porque tenho o privilégio de poder estudar. Se o salário é pequeno e as contas estão grandes, estou aqui, disposta a trabalhar pra melhorar. Às vezes o ônibus atrasa mesmo, e, apesar de engordar, comer é bom de mais! E o calor... Ah desse a gente pode reclamar mesmo, tá insuportável!
Fico muito triste quando vejo muitas pessoas próximas a mim que reclamam muito, de tudo, e não percebem o quanto são privilegiadas. É só descobrir as coisas boas que estão à nossa volta.
Tomar banho quando chega cansado no fim do dia, ir à praia, ficar em casa, sentar na calçada pra conversar com o vizinho, chupar manga se lambuzando e ficar com os dentes cheios de fiapo, ouvir música no banho (e cantar bem alto!), assistir a Lagoa Azul pela milésima vez na Sessão da Tarde, e ainda se emocionar... São tantas coisas.
Nem sempre tudo sai como a gente planeja, mas do que adianta só reclamar? O negócio é se mexer pra mudar, e aproveitar o que de bom a gente pode tirar do presente, do hoje. Eu tô aqui disposta a mudar o que hoje me incomoda. Mas também disposta a curtir o momento.
Agora, se vocês me dão licença, já vou me despedindo... Vai rolar uma sessão brigadeiro agora lá na cozinha. Vou raspar a panela com a colher de pau (adoro!), vou curtir o momento. Carpe diem!
Música do dia: Kiss me - Sixpence None the Richer
Mariana Góes escreve às sextas-feiras.
Escrito por ------------------------------ às 16h29
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À MORTE DE PAPAI NOEL
Descobri definitivamente o porquê do Papai Noel não chegar na casa dos pobres: como hoje em dia as renas e o trenó foram substituídos pelos modernos helicópteros, fica difícil, não? Será que algum casebre tem pista de pouso?
É patética a imagem de papai Noel. Em meados de novembro o “bom velhinho” começa a dar as caras na tela da TV. Todas as lojas proclamam a chegada do velho até enquanto durar o estoque. Os pais enganam os filhos, os filhos enganam os pais e todo mundo vai se enganando. Se veio da Lapônia ou foi incorporada uma certa cultura pagã à tradição judaico-cristão, não importa: papai Noel tem qualquer outro nome.
Os lares da elite têm sempre uma boa lareira, mesmo em cidades de clima insuportavelmente quente como João Pessoa, fazendo-se de tudo para tentar traduzir a “magia” do natal em arranjos, badalos, sinos e lúgubres canções. “Papai Noel virá à meia-noite”, diz o pai. O filho de quatro anos o olha com um olhar cinicamente puro: “Papai Noel? Como ele é, papai?” O pai sorri e diz que o tal velho tem uma imensa barba branca, veste-se de vermelho e anda carregando uma sacola de presentes. O filho, ainda mais hipócrita, continua: “Presentes? Será que ele vai trazer um Playstation 3?” O pai o olha de soslaio e arremeda: “Talvez o novo GTA para PC, hum?”.
Um dia conversando com o pai do meu estimado amigo Joachin, o senhor Clodoaldo, lembramo-nos da figura do inesquecível Che Guevara e tecemos alguns comentários sobre as camisas vendidas com o rosto do revolucionário, acompanhado de alguma frase em espanhol. O capitalismo se apossou de uma imagem que deveria ser tão respeitada quanto as vítimas do holocausto, ou Cristo, ou até mesmo papai Noel. Mas o pós-modernismo quer a história, quer Che Guevara e quer, inclusive, a nossa alma. É só isso que penso quando escuto aquela conhecida vinheta:
“E hoje, depois de Páginas da Vida, o show mais esperado do ano: Roberto Carlos Especial 2006”.
Escrito por ------------------------------ às 11h07
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Continuação
Será que essa figura não morre? Acho que o pessoal do Guiness Book já está de olho. Nenhum Getúlio Vargas ou Ayrton Senna será comparado ao frisson apocalíptico e espetacular do cortejo fúnebre do rei. Rei este que, como arremeda João Carlos Brito, prestou um desserviço a nosso país ao conduzir nossa juventude à alienação no período militar. Mas o rei e Papai Noel não podem faltar no natal: igual ao peru.
Minha pequena, Keitiany, lembra da importância do velhinho para o imaginário das crianças e de sua função lúdico-educativa. Tudo bem, mas que tal inventarmos um novo papai Noel? Pulando de um pé só, ou confinado numa bela mata nordestina. Pobre. Preto. Ou então rico, mas de cultura, como era o nosso bom velhinho Sivuca, morto semana passada. Perdemos um papai Noel inesquecível com a perda da mente brilhante de um músico que trabalhava o erudito e o popular de forma esplêndida, mágica, que nem o natal das elites. Aquela longa barba branca e aquele imenso pacote de presentes, de acordes, uns diminutos, outros maiores, com sétima, com nona, com a nossa autêntica cultura acaba de nos deixar e poucos são os que reconhecem nele uma frágil perda. Ainda bem que temos ainda Roberto Carlos, seu amor oportuno pela falecida ex-mulher e as estrelas mudando de um lugar fictício, construído em laboratório.
Mesmo assim, vamos ser otimistas: feliz natal a todos que formam o diariamente e aos nossos leitores internautas.
MÚSICA DO DIA: JOÃO E MARIA – CHICO BUARQUE.
Daniel Abath escreve as quintas-feiras.
Escrito por ------------------------------ às 11h07
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VOLTA
De volta a rotina pouco massacrante de meus dias, caminho até a parada de ônibus, como fazia há um mês atrás, e espero pelo ônibus.
Dois minutos de atraso, o que na minha vida fazem diferença. “Quando você acredita muito em uma coisa, o Universo conspira para sua realização. Quero um ônibus“, pensei. Veio um. Não era a linha certa. Veio um carro. Até que o motorista era bonitinho. Um cara com uma bermuda laranja, no mínimo, indo à praia, de bicicleta, ele não olhou para mim. E tudo que eu queria era que ele olhasse. Pedi novamente ao Universo, e outro ônibus de outra linha apareceu.
Não estou sendo muito objetiva e existe um lag entre o Universo e meus pensamentos. Apareceu outro cara de bermuda, agora azul, sem bicicleta, e bonitinho. Ele olhou para mim, mas ele não era o de bermuda laranja.
O Universo ainda está de férias ou o ano para ele só começa depois do carnaval? O meu só dá início após meu aniversário: o começo do meu ano astral. Vai ver o Universo ainda não completou aniversário.
Uma mulher, um pássaro, outro motorista bonitinho em seu carro, uma criança e sua mãe, um senhor mal educado que escarra e pede aos ouvidos de todos que o escutem, outra mãe e sua criança, as nuvens, o abafado e os 10 minutos de atraso. O meu ônibus, enfim. E eu nem fui objetiva em meus pedidos.
“Preciso ser objetiva e começar meu ano mais cedo, fazer as sobrancelhas, minhas unhas também, ligar para os amigos, ir à praia, acordar mais cedo, começar a dieta e a pesquisa. Como é aquela música mesmo? Ela é linda. Nenhum sinal fechado. Sete minutos, agora é um total de 19, 20 minutos. E ainda tem as escadas para subir. E ele não me ligou nem para dizer um Feliz Ano Novo atrasado.“
E o menino de bermuda laranja, Universo?
Música do dia: Maybe tomorrow - Stereophonics
Anny Gomes escreve as quartas-feiras e mantém outro blog, o ANNYTHINGS. Dá uma visitada.
Escrito por ------------------------------ às 11h54
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Ano velho
Eu sei que o normal é desejar feliz ano novo, dizer que eu desejo paz e prosperidade pra vocês e blá, blá, blá. Só que eu sou do tipo que gosta de “remoer’ as coisas.
Você já fez o balanço de 2006, sim isso mesmo, porque tem gente que vai vivendo assim, de dia em dia sem parar pra pensar. O que foi que rolou de bom na sua vida esse ano que passou?! O que foi que foi que rolou de mau?! O que é que você deixou de fazer?! Com quem você deixou de falar?! Quando foi que você ficou calado quando deveria ter falado. Isso parece voto de final de ano, mas eu só penso nisso depois que o ano vira. Eu prefiro respirar até os últimos instantes os ares do ano que passou porque eu sei que eu fui até o fim, trabalhei até o dia 31, amei até o dia 31, corri atrás até o dia 31 e agora que é dia 1 eu posso pensar: “Putz grilo, foi massa demais” (às vezes agente acha que foi uma merda).
Se você parou pra pensar agora sim eu posso te desejar um feliz 2007, porque agora você sabe de tudo que fez e que deve seguir na mesma reta e de tudo que você deve dar meia-volta e fazer diferente. Você agora tem 365 dias pra fazer tudo de maneira melhor e fazer do “seu modo” como disse o velho Frank Sinatra (‘O.O’ Puxa vida, Alberto escutando Sinatra!!!!! Fazer o que se “the voice” está certo?!).
Faça valer, pegue as coisa pelo cabestro em 2007, tome seu rumo, confie em Deus, ou em Buda, ou em Bush, ou em Chrisna Hare Hare, sei lá quem você acredita, mas acredite em algo e tenha fé que isso é o melhor que você pode fazer pra você, lutar até o ultimo minuto de 2007 e parar de novo no daí 1 de 08 e dizer: “Foi massa demais”.
Frank Sinatra - My Way
Alberto Silva escreve às segundas-feiras.
Escrito por ------------------------------ às 14h30
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Olá Pessoas Lindas,
Passei horas pensando em como criar, copiar, escrever e mandar uma mensagem de Boas Festas que fosse no mínimo descente e que não soasse como "Feliz Natal e Próspero Ano Novo" ou ainda "um Ano Novo cheio de realizações". Pois bem, acabo de achar um tempo e um pouco de coragem dentro de mim, para poder dizer que
Quero que vc ganhe na Megasena acumulada, que consiga passar três dias de festa e não ficar com ressaca; que só estude e trabalhe o quanto quiser, e puder, e se sinta realizado; que coma sem engordar; que tenha saúde, que arrume um novo amor ou renove o amor atual; que olhe para o céu, perceba como ele é lindo, mesmo que nuvens cinzas se instalem - cinza e prata já estiveram na moda, lembra?! - que vc possa meditar, rezar, orar, baixar o santo, encontrando sua espiritualidade; que a felicidade bata a sua porta e que vc a abrace e se deixe abraçar; que vc sonhe. Sonhe. E que todos seus bons sonhos se realizem.
Ihh! Tá difícil de sair do clichê de Boas Festas!
Mas vc sabe que é de coração!
Muito champanhe, panetone, 7 ondinhas pra pular e fogos de artíficio para colorir.
Música da Virada: Dancing Days - As frenéticas
Anny Gomes escreve as quartas-feiras, mas, excepcionalmente, hoje, deixa sua mensagem de final de ano para os leitores do Diariamente.
Escrito por ------------------------------ às 17h18
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Apenas um Feliz Natal
Festas de final de ano sempre tem um cunho emocional muito grande. O mundo pode estar se acabando em guerras, desastres naturais, mortes e escândalos que no fim do ano sempre se reacende a esperança de dias melhores. Apesar de todas as mazelas do mundo e todos os infortúnios pessoais que passamos durante o ano, hoje, não preciso dizer em muitas palavras o que todos estão precisando. O que realmente desejo é que reflitam suas vidas e suas atitudes perante os outros, e também desejo muita paz, bom senso e felicidade pelas pequenas coisas da vida. Feliz Natal!!!
Música do dia: Louis Armstrong - What a Wonderful World
Patricia Silva escreve aos domingos e descreveu o que todos nós do Diariamente desejamos a você, leitor.
Escrito por ------------------------------ às 20h13
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Sem amor, nada seria...
Eita! Duas semanas seguidas sem postar nenhum textinho. Mas parece que a turma resolveu tirar férias. Merecidas... Esse período foi punk! E eu ainda tô em clima de férias, sem muita inspiração. Por isso, vou deixar aqui um texto sem erros, perfeito, algo pra se levar de ensinamento a vida toda.
Já tinha visto essa passagem bíblica outras vezes, mas foi no culto do último domingo que eu comecei a prestar atenção em tudo o que ele tinha pra mostrar.
Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
Escrito por ------------------------------ às 18h21
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Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;
Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.
Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.
(I Coríntios capítulo 13)
Muita gente deve pensar que os primeiros versos foram escritos por Renato Russo, que os escreveu na música “Monte Castelo”. Falar sobre o amor é sempre bom e importante.
Deixo esse texto também para meditação, para que possamos aprender mais sobre o amor. Para que possamos lembrar do verdadeiro motivo do Natal, e que possamos desejar mais do que simples e secos “Boas festas”.
A partir de “O amor é sofredor, é benigno...”, no lugar da palavra amor, podemos fazer um teste e substituir AMOR por EU. Já pensou? O mundo seria bem melhor se as pessoas amassem mais, e mais verdadeiramente.
E Boas festas sim! Amigos secretos, ceias, confraternizações... Tudo isso faz parte das comemorações de fins de ano. Só não podemos deixar que isso tudo ofusque o aniversariante em questão.
Que nós possamos amar pelo menos um terço do que Ele amou. Plante e colha.
Música do dia: Preciso de Ti – Diante do Trono
Mariana Góes escreve às sextas feiras.
Escrito por ------------------------------ às 18h20
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Corpo estendido sobre o cotidiano
Texto antigo, uma das primeiras crônicas que escrevi. Têm um ano e meio que o fato aconteceu.
Sabe aqueles dias em que não se esta a fim de nada, tudo o que você mais quer é se desfazer de tudo que você tem, pegar a grana, cortar relações com quem você conhece e desaparecer, viajar para qualquer lugar, pois é este era um desse dias para mim. Fui trabalhar meio que sem paciência de aquentar nada, por isso mesmo, resolvi não dar um silvo sequer, fiquei na minha “querida faixa”, passava um ou dois pedestres e metia a mão no bolso, buscando uma danada de uma cruzadinha numérica que eu vinha tentando terminar fazia alguns dias. Numa dessas investidas contra a bendita cruzadinha, um condutor para em frente a mim e me informa que houve um acidente logo atrás do sentido que ele vinha, quando olhei a minha direita, havias um rapaz, com no máximo 25 anos, se debatendo e agonizando na pista, pensei: “Ai Deus o que eu faço agora”. Corri para o local e tentei encontrar o carro que havia atropelado a vitima, um monte de pessoas ao redor observando o corpo, nesse momento tive medo de represarias a minha própria pessoa, não seria a primeira vez que um agente de transito sofreria agressões por causa de um atropelamento, uma médica parou seu veículo e tentou analisar a vítima ali mesmo, eu investi mais uma vez contra meu bolso, mas dessa vez para pegar o celular e telefonar para a emergência, minhas mãos tremiam porque eu estava com medo do possível linchamento, a área onde eu estava era considerada “boca quente”, tremia também porque não havia visto o carro que passou por cima do pedestre, levaria uma “chamada daquelas”, como poderia um agente de transito que estava cobrindo determinada área, perceber um acidente e não anotar sequer a placa do carro fugitivo. Informei o acidente pelo telefone e corri mais uma vez para perto do local para desviar os carros do local, imagina dois atropelamentos no mesmo local, do jeito que estava aquele dia, seria até normal, passaram cerca de dez minutos e ninguém abriu a boca para dizer: “a culpa é desse amarelinho desgraçado que não faz o trabalho direito”, a medica que havia parado seu veículo para socorrer a vítima, veio ate mim, informar que ele já estava morto, ai foi que veio a constatação que me motivou a escrever essa que é a minha primeira crônica (se é que é realmente uma crônica), não foi um atropelamento, foi um assassinato. O vitimado havia saído correndo de um pequeno beco que é o acesso de uma favela à rua principal, o cara tinha levado três tiros e estava ali sangrando, mas o mais impressionante para mim foi a primeira das reações
Escrito por ------------------------------ às 15h46
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Continuação II
“normais” que me pareceram bizarras durante à tarde, a doutora disse-me: Olha, o SAMU esta vindo, o cara ta morto, não adianta nada mesmo, vou embora porque eu tenho que fazer umas compras no centro da cidade”, ela falou com uma passividade e uma objetividade, que, acredito eu, deveria ser normal a um medico e a um agente de trânsito, acostumados a estar nas ruas, mas para mim foi horrível. Naquele momento sai do cruzamento em que estava, pois havia chegado o reforço, e eu fui em direção ao outro cruzamento mais acima, para disciplinar o transito, quando passei pela vítima, olhei por cima do ombro da multidão e vi a quantidade de sangue que havia, e o cara não estava totalmente morto, “meio-morto” foi a expressão que me veio a cabeça. Sempre que me deparo com a morte, minha reação é de humor, tudo que penso são pequenas piadas a respeito do acontecido, reação estranha eu sei, mas cada um reage de uma forma, aminha é esta. O rapaz que se desfazia em sangue, ainda virava os olhos, o circo estava armado, todo mundo ao redor, rapidamente chegaram a emergência medica e a policia, que não permitiram que levassem o corpo, que agora sim estava “morto-de-vera”, precisava do parecer do delegado e da perícia sobre o local. Pouco mais tarde, cerca de quinze minutos, chegaram mais apoios e eu pude chegar perto da vítima outra vez, as reações das pessoas me impressionaram, meu humor-negro estava em mil por hora, uma menina com os cabelos molhados dizia para outra: “Mulher, eu tava no banho e de repente vi o povo tudo gritando dentro de casa para eu ir ver o morto, eu nunca tinha visto e não ia perder essa”. Deu vontade de perguntar se ela não assiste jornal, ou dizer que ela podia visitar o necrotério, ou quem sabe freqüentar a “Rosa de Sarom - funerária”, assim ela não precisaria sair de casa com sabão na cabeça, e uma toalha enrolada para evitar que molhasse a roupa, pois ela “iria ao Shopping, assim que acabasse a festa”. Outra senhora passou e disse: “eu queria ver a briga, por que o corpo cheio de sangue, affff. Não suporto ver sangue”, pensei comigo que pelo menos uma semana por mês ela deve ficar com torcicolo de tanto fazer xixi olhando para o telhado do banheiro. Repórteres que chegavam ao local conversavam sobre matérias que iriam fazer depois, ou sobre o aumento ou não no salário, beijinho no rosto ao se encontrar, troca de informações para completar matérias, policias conversando sobre posições sexuais testadas com as novas prostitutas de determinado recinto, ou sobre operações arriscadas que sempre resultavam em cadáveres como aquele, e no meio de tudo, de toda essa conversa cotidiana, estava lá o personagem principal relegado ao posto de coadjuvante, apenas uma mera paisagem que serviu de ponto de encontro para velhos amigos. No meio de tudo eu observava sem saber se ria com minhas piadas necrófilas ou se eu chorava com tamanha indiferença das pessoas a respeito de algo que é extremante, chocante.
Escrito por ------------------------------ às 15h45
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Continuação III
Assim que o rabecão partiu levando o corpo, pronto, tudo normal, liberada a via, pessoas voltando aos seus afazeres, e eu fui tomar uma coca-cola para relaxar, quando sentei na cadeira ainda estava sem saber no que eu queria pensar, para sair daquele mar de piadinhas na minha cabeça, de repente um homem bem vestido entrou na padaria, me perguntou: “E ai? Deu para se divertir agora de tarde né?!” Naquele momento o clic deu-se na minha cabeça, pararam as piadas e eu percebi que o que havia acontecido era apenas mais um pedaço do cotidiano e que eu não deveria me martirizar com aquilo.
Terminei a coca-cola, terminei indo para a rua, terminei com meu expediente. Só o que não passou foi o cheiro de sangue no asfalto quente impregnado no meu nariz que de noite me fez pensar: Será normal mesmo, tudo o que as pessoas acham normal?
Música do dia: Velouria - Pixies
Alberto Silva escreve as segundas-feiras.
Escrito por ------------------------------ às 15h45
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UM DIA DE CIDADE E ALGUMAS DÚVIDAS
O percurso diário de nossos afazeres nos revela verdades muito peculiares. Vejamos.
Estou esperando o ônibus que sai do Valentina e passa pela Epitácio Pessoa. Antes o número do bendito era apenas 519. Agora a empresa burocratizou ainda mais e dividiu a linha em 1519 e 5120, fazendo, o primeiro, o caminho Valentina/ Cruz das Armas/ Epitácio e o segundo, Valentina/ Epitácio/ Cruz das Armas. Essa divisão sai muito mais barata para a empresa São Jorge, já que cada viagem contempla Epitácio e Cruz das Armas ao mesmo tempo. Menos gasolina e mais lucro. Estou esperando faz meia hora. Então me pergunto: por que será que quando algumas poucas pessoas se juntam para queimar um ônibus ou destruí-lo debaixo de pedradas elas são logo tachadas de vândalos? Não seria um ato de vandalismo contra o cidadão a promoção de uma espera de mais de meia hora para se chegar ao trabalho, por exemplo? Ao longe vejo a lata de sardinha ambulante, o 5120.
Entro no ônibus. Sempre a mesma coisa: milhares de pessoas amarrotadas. Antes havia a possibilidade de respirar um pouco ao subir na lata velha, só que agora, como todos sabem, os cobradores nos espreitam no terceiro degrau da escadinha de subida. Prepare-se antes de subir. Ticket e carteira a postos. Aí começam os doze trabalhos de Hércules. Quem mora no Valentina não precisa praticar esporte: andar de coletivo é educação física pura. Você alonga na entrada ao esticar pernas e braços antes que o motorista feche a porta em você, faz uma seqüência de abdominais ao se esgueirar entre os passageiros que estão em pé e ainda desenvolve bíceps e tríceps ao se pendurar nas barras do teto. Por falar em passageiros em pé, é sempre irritante aquele lembrete que diz: “56 pessoas sentadas, 30 e poucas em pé”. Por que manter esse informe hipócrita nos coletivos? Alguém pode me explicar? Sem falar naquele outro: “Motorista, não há pneu que resista a buracos, arrancadas e freadas bruscas”. Parece até que eles estão levando uma encomenda de cabeças de gado para o abate.
Desço, resolvo algumas coisas na universidade e lá estou eu de novo pegando o mesmo ônibus só que agora em direção ao Centro. São quase dez horas e felizmente a maioria dos valentinenses já foi escoada para os seus respectivos destinos. Algumas cadeiras vagas. Uma delas está vomitada. Sento-me na quarta depois da do vômito. Acomodo-me na janela com um livro que levo à mão, “Técnicas de codificação em jornalismo”, de Mário Erbolato. Sempre levo algum
Escrito por ------------------------------ às 13h04
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